Open Data Science Conference – São Francisco/2015

Fala galera, no fim de semana dos dias 14 e 15/Novembro estive em São Francisco para acompanhar o evento Open Data Science Conference. Este evento já aconteceu em Boston também em 2015 e a agenda pra 2016 é que aconteça em mais alguns lugares aqui dos Estados Unidos e também vá para Inglaterra e Japão. A localização do evento é ótima, ao lado do aeroporto de São Francisco, isso facilitou demais a logistica pra quem veio de fora.

O evento foi MUITO superior ao que esperava, a estrutura do evento foi impecável. As salas comportaram todos os participantes, workshops e palestras relevantes, interação com os patrocinadores ocorreu naturalmente por serem patrocinadores com importância pro evento e pra nós, participantes. No fim do primeiro dia tivemos um momento pra fazer network (com cerveja na faixa!) no hotel mesmo, e foi interessante conversar com alguns cientistas de dados aqui dos Estados Unidos.

Fiz algumas anotações das palestras/workshops que achei mais interessantes durante o evento, veja abaixo:

Dia 1 – Sábado

Keynote

Brian Granger – Criador do IPython e Project Jupyter

O Jupyter é um compilador/interpretador online para Python (e mais 40 outras linguagens) que permite trabalhar em soluções narrativas com outros profissionais. Parecido com o Knirt (para R), mas ao invés de só renderizar na tela no formato escolhido, ele permite que o script que é escrito seja processador pelo server através do navegador. Jupyter é uma plataforma aberta, desenvolvida pela comunidade e com um time de estrelas por trás, a facilidade do crescimento se dá pelo uso do GitHub como repositório. Empresas como Microsoft, Google, IBM e varias outras estão desenvolvendo soluções para o Jupyter Notebook ou Kernel. JupyterHub permite empresas usar o Jupyter em suas organizações (pelo que entendi, como um repositório privado do github). Num futuro próximo pode ser que mude o nome para Jupyter Workbench, e também estão trabalhando para entregar Real-Time Colaboration, e na tentativa de permitir em uma única janela do navegador ter um console, graficos interativos, e várias outras coisas de UX para os desenvolvedores ficarem só em uma janela e aumentar a produtividade.

O Brian deu um exemplo de dois jornalistas que escrevem sobre ciência no BuzzFeed, que entregam seus experimentos no github e permite que nós possamos reproduzir as pesquisas. Caso queiram ver, este é o link: https://github.com/BuzzFeedNews/everything

 

Palestras

Claudia Perlich – Big Data matou o click | heróis de métricas não celebrados

40% dos clicks são acidentais ou fraudes! Fraudes são fáceis de gerar através de robos (bots) em eventos de conversão, principalmente nos retargets para aumentar o CTR e o contratante pagar mais pelo serviço. O comportamento de robos são mais fáceis de prever do que humanos, nosso comportamento é quase impossível de prever. Em uma análise focada, quando se analisa um dataset atrás de padrão de comportamento, deve-se conhecer o que procura para eliminar problemas gerados por randomização. Quando se tem uma precisão/acurácia de aproximadamente 50%, isso significa uma randomização. O objetivo é conseguir um valor de limiar acima de 70 ou 80%. Uma técnica que pode ajudar, é coletar para análise alguns registros randomicamente dos 1 ou 2% mais importantes do universo que tem, e analisar o comportamento desta amostra. A chance desta técnica apresentar um padrão de comportamento diferente do comportamento geral é muito grande, e diversos estudos mostram que este comportamento pode ser mais próximo do real do que se imagina.

 

Richard Socher, PhD – Metamind.io – Deep Learning for Enterprise

Esta foi a palestra mais foda e que eu mais me impressionei. Richard apresentou diversos problemas do mundo e as soluções que sua empresa criou utilizando Deep Learning. Esta palestra me fez mudar a agenda e participar de um Workshop de Deep Learning no segundo dia do evento ao invés de assistir às palestras que tinha me planejado. Não sei como descrever as técnicas que ele apresentou, e não teve quase nenhuma teoria, só que o reconhecimento de voz e de imagem são complexos para se executar com algoritmos convencionais de Data Science. O uso de técnicas de Deep Learning ajuda muito nestas tarefas. Processar isso é muito custos e usa-se o CPU pra procesamento de texto e a GPU pra processar imagens.

 

Workshop

John Mount / Nina Zumel – Preparando dados para análise usando R: Técnicas avançadas através das básicas

Workshop de 2 horas com diversas técnicas para se trabalhar com dados, limpar e processar as análises. Foi disponibilizado um repositório no github pra gente configurar a máquina antes e acompanhar o workshop com tudo o que foi discutido (repo garfado): https://github.com/diegonogare/PreparingDataWorkshop

 

Dia 2 – Domingo

Workshop

Markus Beissinger – Intro to Deep Learning with Theano and OpenDeep

Deep Learning segmenta a análise em hierarquia, encontrando item a item treinado separadamente para encontrar o objeto que quer depois. Por exemplo, imagine o reconhecimento de um rosto: em Deep Learning a tecnica começa com uma camada reconhecimento elementos separados, como nariz, orelha, olho, boca, etc; na sequencia a proxima camada reconhece um pouco mais de coisas, como as posições de olhos próximos ao nariz. Boca próximo ao nariz. Orelhas ao lado dos olhos, e assim por diante. Por fim, neste exemplo, ele consegue reconhecer um rosto completo em uma terceira camada de classificação.

O processo interno usa algebra linear, porque tudo dentro de Deep Learning é calculado com matrizes e vetores. Um dos calculos mais básicos ainda é a Regressão Logistica para analisar as probabilidades.

Mesmo a Regressão Logistica sendo a estrutura mais básica, uma das mais usadas é a Rede Neural, que possibilita executar muitas Regressões Logisticas em paralelo e encontrar uma melhor solução para a análise que está fazendo com Deep Learning. Muitas outras técnicas, como Convolutional Nets, por exemplo, devem combinar com as redes neurais artificiais para conseguir fazer o reconhecimento de imagem.

Códigos usados para os exemplos, estão disponíveis nestes dois repositórios garfados https://github.com/diegonogare/odsc e https://github.com/diegonogare/OpenDeep

 

Fidan Boylu / Muxi Li – How to build and operationalize data science solutions with Cortana Analytics

Fidan apresentou um overview interessante de AzureML utilizando alguns modelos nativos de algoritmos existentes dentro do AzureML, avançou expandindo as possibilidades utilizando R. Um tour guiado para analisar dados que fizemos upload, com certeza todos conseguiram acompanhar. Na sequência Mixu mostrou integração entre AzureML e scripts em Python, analisando tudo nos Workbooks do Jupyter que possui integração com o AzureML. Esta segunda parte eu não acompanhei, e pelo visto, a galera que estava acompanhando também se perdeu.

PS. Não falaram nada de Cortana Analytics! 🙁

Dá pra acompanhar depois, passo a passo, com os dados que foram disponibilizados neste repositório garfado: https://github.com/diegonogare/Azure-Machine-Learning-Lab

 

Ted Kwartler – Introduction to text mining using R

Existem muitos problemas na interpretação de texto: O dado não é estruturado, expressões são individualistas, implicações culturais, e vários outros fatores. É possível trabalhar com Text Mining de duas formas, uma é usando validação sintatica e outra é usando “bag of words”. O foco desta sessão é trabalhar com o bag of words. A análise de sentimentos é sempre lembrada quando se fala de mineração de texto, o Ted ainda está estudando esta disciplina e mostrou algumas coisas utilizando técnicas de Score baseada em dicionários. Em resumo, várias técnicas foram apresentadas, e podem ser acompanhadas no repositório do Github que garfei, não do github do Ted, e sim de uma pasta no Amazon Drive dele: https://github.com/diegonogare/DataScience/tree/master/Text%20Mining

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